• Visão geral

Há indícios que Garuva faz parte dessa rota milenar que liga o Oceano Atlântico ao Pacífico, cruzando a América do Sul da Leste a Oeste. O caminho, que passa pelo Brasil, Paraguai, Bolívia e Peru, é repleto de riquezas naturais e históricas, tendo sido usado para migrações de povos indígenas e, mais tarde, em missões religiosas e no desbravamento e ocupação de vários territórios.

A palavra Peabiru vem do tupi pea”, que significa ou caminho + “abiru” que expressa o significado de gramado amassado. Peabiru é o nome pelo qual ficou conhecido, não só um caminho, mas toda uma extensa rede de trilhas que ligava a região dos Andes à costa do Atlântico. Nas margens do Rio Três Barras e da Baía da Babitonga começava a ramificação do Peabiru, conhecido como Caminho Velho, Caminho de Três Barras, Caminho dos Ambrósios, Caminho de São Tomé, Caminho dos Jesuítas ou Caminho do Monte Crista e que se estendia por mais de duzentas léguas até à cidade de Cusco, no Peru.

No Caminho do Monte Crista, que é apenas uma pequena parte da milenar Trilha do Peabiru, existem algumas obras de engenharia simplesmente admiráveis. A peculiar técnica de construção das canalizações de água, como a da escadaria de pedra, faz lembrar as antigas obras de engenharia que se encontram na região andina, feitas por civilizações pré-incaicas. O livro “Peabiru – O Caminho Velho”, esclarece que, quando os portugueses e espanhóis chegaram à América Do Sul, o Peabiru foi trilhado por padres jesuítas e viajantes pelo Rio da Prata. Tudo indica que Aleixo Garcia, Álvar Núñez Cabeza de Vaca e Fernando de Tejo y Sanábria, fizeram suas caminhadas por este mesmo Peabiru.

Estudiosos de todo o Brasil estudam e lutam pela preservação do Peabiru.

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